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Todo o início de ano é a mesma coisa. Prometemos a nós mesmos que neste ‘novo ano’ será diferente. Faremos isto; não faremos aquilo..., ... Infelizmente, contudo, passam se os dias e tristemente encaramos que não somos capazes de cumprir as nossas promessas. Ficamos abatidos, desanimados, pois nossos alvos estabelecidos não puderam ser alcançados. Esta triste realidade não está presente apenas na vida da Igreja, mas em todos os segmentos da sociedade. Com o intuito de mudar esta situação de promessas e metas que nunca são concretizadas, os homens/mulheres ‘pós-modernos’ procuram os ‘profetas de ocasião’ para mudarem sua sorte. É aí que aparecem os tais “consultores espirituais”: gurus, cartomantes, pais e mães de santos, bruxas, astrólogos, que prometem ‘revelar o futuro’. Esta propaganda do ‘futuro desvelado’ atrai os que ansiosamente almejam que suas vitórias sejam maiores que seus já previsíveis fracassos. E nós, enquanto povo de Deus, o que objetivamos neste ano que se inicia? E qual segurança temos que nossos planos não serão frustrados?

Ora, o início de um novo ano é naturalmente tempo de planejamentos, de prescrições de metas, etc. Faz-se necessário, sim, que tenhamos gravados em nossas mentes os nossos objetivos. Mas em que estão firmadas nossas esperanças? Creio que o cap. 18 de Gênesis pode ajudar-nos a responder esta indagação.

Abraão e Sara viviam dia após dia na esperança que a promessa que o Senhor fizera fosse cumprida (Genesis 12,2). Podemos dizer, com segurança, que a promessa do Senhor é que norteava e dava sentido às suas vidas. No entanto, se lermos atentamente os capítulos que evolvem a vida de Abraão e Sara, notaremos que estes não poucas vezes intentaram por suas próprias forças realizar o que Deus lhes havia prometido. Primeiramente foi Abraão quem tentou resolver o problema da descendência tentando adotar o damasceno Eliezer (Genesis 15,2); depois foi Sara, ao fazer que Abraão tivesse um filho com Hagar (Genesis 16, 1-16). Deus não aceitou os métodos de Sara e Abraão. A promessa era do Senhor. O cumprimento também seria (e foi) do Senhor.

Os dias passam e Sara e Abraão já estão em avançada idade. Sara já não acreditava que a promessa do Senhor fosse cumprida, e até ri dos três mensageiros (anjos) de Deus que avisam que no ano vindouro ela teria o filho da Promessa. É aí que o Senhor, diante do riso incrédulo de Sara, diz a Abraão: “Acaso para Deus há cousa demasiadamente difícil? No tempo determinado, no ano vindouro, voltarei a ti, e Sara terá um filho” (Gn 18,14).

Em 2006 pode ser o ano que o Senhor se voltará a ti para cumprir as Suas promessas. Em 2006 pode ser, também, o ano em que as conquistas, vitórias, serão maiores do que os fracassos. Reiteradamente a Bíblia ensina que a diferença entre o vencedor e o perdedor está, não no indivíduo que empunha a espada, mas em quem comanda o exército (veja 2 Crônicas 20). Se os planos, projetos e objetivos que você traçou para 2004 estiverem firmados no Senhor, no Deus do Impossível, não é necessário titubear e temer (Salmos. 91,5-14). O Senhor é quem irá a tua frente, vencerá por ti, e seus planos não serão frustrados. Mas, se os planos traçados para o ano que se inicia estiverem tão somente firmados em suas próprias forças, ou quem sabe nas previsões dos ‘profetas de ocasião’, então, o que você precisa saber para que este ano não seja como todos os outros --repletos de promessas que não se cumprem-- é que há uma promessa de Deus para sua vida:

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor’.(Atos 3,19)

       Beethoven Nery