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Há momentos em nossa vida que tudo parece dizer: Desista.
Todas as coisas parecem estar conspirando contra nossa felicidade.
Olhamos em nossa volta e, humanamente falando, temos todas as razões
do mundo para pensar que viver não vale a pena – significa apenas
prolongar por mais tempo a agonia de lutar inutilmente contra o fato
de que a vida nos negou a possibilidade de sermos
felizes.
Mas o que fazer? – quando todos os processos da vida parecem
conspirar contra nós? -
quando você olha para vida e encontra todas as razões do
mundo para não seguir adiante, porque tudo parece dizer: Desista?
Antes que você desista e pule fora de seu barco, eu gostaria que
conhecesse um personagem chamado Manaem. Por
que?
Manaem
é um desse tipo de pessoa para quem a vida foi madrasta. Sem chance
ou oportunidade, ele era alguém que
tinha tudo para não dar certo - todos os ingredientes existenciais
para um final infeliz; tinha tudo para ser uma pessoa amarga,
revoltada, estigmatizada – e sem forçar o texto, um criminoso, um
assassino, um Hitler da vida. Senão vejam:
Atos 13.1 nos dá uma informação tremenda acerca desse homem. Ele era
colaço de Herodes, o tetrarca.
Em outras palavras, era irmão de leite de
Herodes. Na verdade, o que a
palavra de Deus está dizendo é que Manaem nasceu, viveu sua infância
e cresceu numa família cujo pai (Herodes, o Grande) era um louco,
psicopata infanticida, assassino de crianças, um megalomaníaco que
gostava de matar gente. Matou duas de suas próprias esposas e pelo
menos três de seus filhos(possivelmente uma dessas esposas
assassinadas era a mãe de Herodes, o tetrarca que ficara para
ser criado pela mãe de Manaem). Esse era o seu “hobby”
predileto. Gostava tanto de matar que, na sua morte, sabendo que
ninguém iria chorar por sua causa, mandou executar os principais
líderes judeus a fim de que o povo chorasse, se não por sua morte,
pelo menos na ocasião de sua morte. Esse era o seu pai.
E que
pai! Bom, quem eram
seus irmãos? Eram pessoas tremendamente invejosas, e que
traíam uns aos outros. O próprio Herodes, o tetrarca, roubou a
mulher (Herodias) de seu irmão , e mandou matar João
Batista.
Manaem,
como muitas pessoas (ou como nós), tinha tudo para não dar certo.
Sem chances, sem possibilidades, tudo na vida parecia dizer:
Desista. Mas a Palavra
de Deus nos diz que Manaem contrariou todas as expectativas de
fracasso. Quando tudo dizia: desista, uma outra voz ecoou no seu
coração (a voz do evangelho, a voz de Cristo) e todo o processo de
impossibilidade, de amargura, ódio, traição e morte foi estancado.
Manaem foi transformado: de revoltado e vingativo em Consolador,
confortador (esse é o significado do apelido Manaem). Um homem cheio
do Espírito Santo.
Como
nós podemos ter a experiência de Manaem? É simples! Basta entender
algumas verdades ternas do Evangelho, nas quais este servo de
Deus se firmou.
1. Não é o Lugar que Faz o Cristão,
mas o Cristão que Faz o Lugar.
Quando nós somos
alcançados pelo Evangelho, o meio deixa de determinar o nosso modo
de agir e de viver. O meio em que Manem viveu tinha tudo para
transformá-lo numa pessoa mesquinha, vil e abjeta. Mas ele conheceu
uma Força maior que a força do meio e das circunstâncias
- Jesus. Ele
reverte todo o processo causado pelo meio.
2. A Família Pode Ser Palco das
Maiores Tragédias, mas Quando Alcançadas Pelo Evangelho se Tornam
Palco dos Maiores Milagres.
A vida de
Manaem é um retrato dessa bênção. O Evangelho tem o poder de
transformar desgraças em milagres, tragédias em bênçãos. A rigor,
sem o Evangelho, toda família é palco de desastres – como foi a de
Manaem. Mas quando Jesus entra em “cena”, a tragédia cede lugar ao
extraordinário agir de Deus. Os lares sem oportunidade ganham
oportunidade, os inviáveis tornam-se viáveis, o palco de tragédia
torna-se cenário de bênçãos e os revoltados, cheios de ódio, traídos
e traidores, amargos e cínicos se tornam Manaem pela graça de Deus.
Creia
nisto!
Que Deus
nos abençoe!
Beethoven Nery |